Calvino disse um dia: “ Ás vezes parece-me que um epidemia pestífera atingiu a humanidade na faculdade que mais a caracteriza, ou seja, o uso da palavra, uma peste de linguagem que se manifesta como perda de força cognitiva e de imediatismo, como um automatismo com tendência para nivelar a expressão nas fórmulas mais genéricas, anónimas e abstractas, para diluir os significados, para embotar os pontos expressivos, para apagar toda a centelha que crepite do encontro de palavras com novas circunstâncias.” Acho que é daqui que se retirou aquela ideia do “falam, falam mas não dizem nada…”.
Isto tudo para dizer o quê? Que ás vezes gostava de falar menos e de fazer mais.
Isto tudo para dizer o quê? Que ás vezes gostava de falar menos e de fazer mais.

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